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Mostrando postagens de fevereiro, 2025

POR QUE FAZER LITERATURA

 Ontem eu estava meio sem assunto. O que eu fiz? Escrevi uma postagem a que intitulei À MAGESTRAl, em que queria fazer um elogio. Elogio a quem? Ao compositor Chico Buarque. Foi ele que captou do cotidiano a expressão A GENTE VAI LEVANDO. E a colocou nos versos de uma canção. E aqui foi uma menina que me disse que o Chico é da alta. O que ela queria dizer é que o Chico Buarque já nasceu em berço de ouro. De certa forma ela não está errada. O Chico Buarque é filho de um historiador também famoso e irmão de uma cantora popular. E isto tudo diz tudo.  O que não disse a ela, é que nós somos de geração distante de Chico Buarque. E que a nós cabe sim este tipo de discussão. De modo que a menina não está completamente equivocada, não. Mas eu tenho até uma biografia cheia de aventuras. E sou um pouco  parente do Chico Buarque porque faço versos, contos e crônicas. Me entenda quem tiver boa vontade. E até hoje me dou melhor nos meus relacionamentos sociais e de amizade com a gente...

À MAJESTADE

Hoje me entristeci porque vi que escrevi a postagem "ELE VINHA SEMPRE AQUI". O título devia ser "ELE CONTINUA A VIR AQUI". E claro que este é o título correto. Não vou lá corrigir não. Se o leitor que acaso exista pude trocar o título para este escritor preguiçoso, estará participando desta minha obra. Porque para mim o título, a partir desta postagem, será "Ele continua a vir aqui".  E assim vou eu mudar de assunto. Não, não vou falar de futebol. Quem quiser que ligue a televisão e procure um canal onde rola a bola. Não, não estou comprando briga nenhuma com a televisão. Porque aliás a televisão já nasceu para ficar. Eu é que vou sempre atrás de livros. Porque eu gosto de livros. E em horas melhores eu vejo a televisão. Nem contra um, nem contra outro. E assim vou levando. Porque afinal magestral é quem pode. Magestral é parente da majestade. E foi mesmo um desses poetas parente do rei quem disse que vai levando. E quem sou eu para inventar outra. E tenho...

ESCREVO POUCO

 Estava aqui me perguntando porque escrevo estas postagens. Uma resposta definitiva eu não tenho. Mas se perguntarem quais dentre os meus prazeres é o maior. Este porventura é um deles. E vou levando a vida, escrevendo sempre que posso. Se gostaria de ser um autor muito lido? Talvez sim, talvez não. Por que? É que eu não tenho muita coisa mesmo a dizer. Triste sina então a minha, talvez. Mas escrevo e escrevo com prazer. Não sou o maior dos estilistas entre os escritores da atualidade. Tenho lido até muito pouco os nossos atuais escritores. Não é porque eu os despreze. De jeito nenhum. É que lá vem eles com suas estórias, que eu até chego a desconfiar. Desconfiar do porque eles as escrevem. E isso não quer dizer que eu tenha algo a contar. Podem até ver esta postagem. Nela eu não estou contando nada. E isto não é nenhum truque para que eu me saia bem. Nós os escribas de uma determinada região do nosso continental país não temos porque nos desunir. Em Minas eu vi a experiência de un...

NARRANDO UM POUCO

 Estou bem  próximo dos meus setenta e um anos de idade. Oh, que alegria! E estava aqui me lembrando de quando me divorciei. Cansei de receber convites para ir para a farra com colegas de meu emprego na época. E recusava todos, preferia ir visitar uma tia minha. A mesma que me perguntou um dia: - Você é amargo? Bem sabia eu porque ela perguntou isto. É que ela era católica e para ela casada estava, casada morreria. Eu vim muito antes dela fazer a pergunta consultar os textos do Prof. Felipe Aquino. E no site onde ele escreve achei dois textos: DIVORCIADOS E RECASADOS Parte I e DIVORCIADOS E RECASADOS Parte II. Leio estes textos sempre que posso. Claro eu sempre gostei muito daquela tia. Ela hoje é falecida. Mas me lembro sempre dela. E aqui estou divorciado e solteiro. Ao contrário do que já disseram de mim, que costumo seguir outras cabeças, eu vivo aqui sem sair na rua, sem beber, sem consumir nada mais que o meu cigarro. E mesmo assim estou em franca luta contra este cigarr...

O ESCRITOR FALA

Eu me lembro, eu era rapazinho, liguei a TV e vi o escritor Plínio Marcos dando entrevista ao Jô Soares. Ele chorava as dores dele por teimar em ser escritor no Brasil. Ele ou tinha como profissão o ser mecânico ou já exercia a profissão de escritor. Eu nunca soube bem. Hoje quando me chegam os exemplares de Antologias e Coletâneas de que participo, vejo os inúmeros colegas do exercício da escrita literária. Para que vejam. Com o tempo as coisas mudam. E eu me felicito com isso. Agora, eu vou deixar claro que eu não me enriqueci por escrever. Muitos dirão que eu minto. Salve Brasil no entanto que tem um Ministério da Fazenda de verdade. E que sabe do quanto eu recebo e do quanto eu gasto. Ah, mas eu sei que o Brasil tem homens com uma imaginação fantástica. Que eu até acho que nos prejudica quando falamos de literatura. Vejam bem, se a nossa população lesse pelo prazer de ler os nossos escritores talvez pudessem até ser inteiramente felizes em vários sentidos. Mas aqui vai uma explicaç...

OS PROBLEMAS, QUEM NÃO OS TEM?

Minha mãe, temendo que a escrita, esta que faço desprentensiosamente, subisse à minha mente, me disse: um homem de letras é um homem como outro qualquer. Grande mãe ela foi, digo de coração. Hoje aqui escrevendo, digo: é um prazer para mim praticar a escrita. As coisas que aqui registro são as coisas minhas. Muitas vezes meus sentimentos, que os considero meu tesouro. Meu coração é o de um mineiro que tem alguma experiência de vida. E nessa experiência nunca fez mal a ninguém. Isto eu digo, e finalizo com um Graças a Deus. Na minha terra, no tempo em que morei lá, haviam muitos cinemas. E vendo os filmes que lá passavam eu fazia algumas pequenas viagens pelas estórias que os filmes contavam nas telas. E nem assim, eu quis me meter com os profissionais do cinema. Eu sempre desejei mesmo é escrever. Estórias, elas estão por toda a parte. Eu sempre as procurei nos livros. E na minha formação nunca foi necessário eu dizer que o mundo está virado. Esta expressão apareceu mais agora na boca ...

MEU SOFRER

Eu falava do homem de Letras. Estive relendo algumas coisas que escrevi. Estão falhas. E isto não é falsa modéstia, é que o meu estilo, o que eu adotei, deixa lacunas. Lacunas no que se pretende ser claro. Não é intencional, é que até falando eu não sou detalhista. Não é que eu ache que um estilo claro é o de um homem detalhista. Nada disto. É que para escrever o escritor deve se explicar. Só isso. Pretendo, daqui para a frente, melhorar no meu escrever. Claro, foi bom eu mesmo ver esta minha falha. Seria demais esperar que leitores viessem me falar. Ademais isso de leitores virem me falar seria vergonhoso para mim. Eu hoje vim pensando na palavra sofrimento. Depois de certos acontecimentos na minha vida, minha mãe me disse quando eu cheguei em casa: - "Quem passou pela vida, e não sofreu, passou pela vida e não viveu." A frase dela me soou como a de uma frase lida em algum dos bons livros que ela leu. E eu gostei imenso da frase dela. E pois é, considerei a frase. Considerei...

ESCREVENDO EU GOSTO DE MIM

 Mesmo um homem de Letras é um membro da sociedade. E quando ele escreve, na minha opinião, ele deve estar preparado para a vida de letras. Porque o seu  meio de expressão é a escrita. E quando ele se expressa ele deve saber que escreve o que escreve. Assim como o homem de salão ele deve pensar para falar. E pensando para falar ele corre o risco de desagradar. Se ele for um desses homens que agrada pouco e para ele agradar pouco já é o suficiente, então ele não precisa das Letras.  Eu aqui escrevendo o que sou? Eu mesmo respondo, escrevendo eu repasso a mim para quem me lê. E eu prezo o ser humano, em suas falhas. E quanto ao erros, eu como católico, considero o erro um pecado e aí o homem que erra deve rezar bastante. Eu pergunto: pode um homem de Letras ser divorciado? Poder pode, e que ele leia o que o professor que está lá no site da Editora Cleófas tem a dizer. E que me perdoem, esqueci-me repentinamente do nome do professor. Depois eu me lembro e virei aqui dizer. A...

SEM PALAVRAS

 Acordei e fui fazer as minhas primeiras tarefas do dia. E fiz. Vim escrever esta postagem. Sem muito assunto para assuntar. É que sou mineiro, e cheguei aqui como quem deve uma visita e a faz. E chega assim na casa dos outros, meio timidamente, e não sabe o que conversar. Mas vamos lá, eu vou escrevendo ao léu. Na verdade eu sempre falo de mim. É que sei tão pouco dos outros. Mas isto me faz, afinal, é muito bem. Se eu ficasse aqui falando dos outros, eu faria o papel da Candinha. Aquela da canção do Roberto."A Candinha vai falar." E eu detesto esse papel. Então dedico-me a amar a palavra, tão simplesmente. E quando a palavra falha, não sou ninguém. Como agora. E tenho dito. E q ue Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

O EMPENHO NOS TRABALHOS FEITOS

 Eu estava falando do eu te amo. Mas o eu te amo de que eu falo é o cristão. Aquele que tem base no "Amem-se uns aos outros como eu vos amei." Digo isto para evitar qualquer tipo de confusão. Porque eu inclusive dizia que já ouvi muito as pessoas dizerem eu te amo. Mas na hora do pega elas se esquecem que se amam. E digo que de novo que tive seis empregos. E neles as pessoas se tratavam bem. Alguns chamam isto de cordialidade. Outros chamam de dar valor humano às pessoas que são colegas. Acho que o dito acima ficou claro. Agora quero lhe falar de uma empregada doméstica que tenho aqui em casa. E por quem eu tenho muito apreço. A quem dou muito valor, acima do que lhe pago. Mas eu não posso simplesmente pagar mais, aí o que fazer? E ela é mesmo uma ótima pessoa. E outro dia, em que ela me achou muito chato, ela me disse: - Você hoje está um jiló. Ela é de uma franqueza que me satisfaz. E ela está na autoescola, ela disse que vai tirar carteira. E eu torço, não só torço, mas re...

ESTOU VIVO

Aqui estou eu, pela manhã. Escrevendo minhas coisas. A cada dia que passa eu tenho um assunto. E graças a  Deus. Porque eu rezo muito e acredito que Deus recompensa a quem tem fé. Estava aqui escrevendo mais cedo, estava aqui escrevendo, senti frio e fui ao meu guarda roupa e peguei uma roupa para me agasalhar. Estou agasalhado agora. Antes eu me levantei da cama, cumpri minhas obrigações da manhã. Como fazer minha higiene pessoal. Tomei banho. E outras. E estou satisfeito da vida. É com um prazer imenso que escrevo esta postagem. E vou lhes dizer que dizem que envelheci. Envelheci mesmo, e daqui prá frente eu vou envelhecer mais. Mas como eu digo aqui em casa, eu envelheço bem, sabendo que envelheço, e que envelheço cada vez mais. E quando digo isso, que envelheci, para minha empregada. Ela me responde: - Ora, toda gente envelhece todo dia. Sempre ela me dá a mesma resposta. E eu digo dela: - Ela é uma graça! Mas a velhice tem lá seu charme. Ontem ela me disse, sem eu saber porque...

ALGUMAS PALAVRAS

 Hoje eu tive um dia tranquilo. Só sofri com um pequeno problema. Me faltou internet e agora é que estou podendo vir aqui no ARILETRAS. Para mim que já disse que gosto de escrever, mesmo sem saber se tenho leitores, isso é meio doloroso. Mas não falemos de coisas tristes, eu me alegro porque aqui estou escrevendo. Esse negócio de pensar em outra coisa, eu já sabia. Mas eu tive uma tia, muito inteligente ela era, que reforçou em mim esta noção de que podemos ter controle sobre nosso pensamento. Dizia ela, quando eu contava um coisa triste: - Não fique pensando muito nisso. Pense em outra coisa. E é verdade. Certos pensamentos são até idiotas. E nos idiotizam se nós deixarmos eles tomar conta de nós.Quem nos controla afinal é mesmo nosso pensamento. E o que eu fazia nas horas tristes? Eu que acredito em Deus orava. E posso afirmar que Deus sempre me recompensou. Não com coisas materiais ou com amor novo quando um acaba, mas com o dom de saber escrever. E de gostar de ler. Quando eu d...

AMEI A QUEM AMEI

 Meu pai teve um enterro cristão. E minha mãe a vida inteira nos acompanhou, criando-nos. E nós todos fomos ao mundo do trabalho, para ganhar o nosso pão. Exceto um irmão muito doente. Hoje estamos todos bem. E eu tenho meu mundo, que minha mãe antes de morrer chamou de meu mundinho. E, escrevendo isso, eu sorrio. Sorrirei até quando puder. As pessoas continuam vivendo as suas vidas. E os seus sonhos. Aqui, por ser uma cidadezinha do interior, todos conhecem todos. E eu não saio de casa, saía antes para ir ao correio. E como perdi a força das pernas para andar, hoje eu não saio para nada. Mas para vocês verem, aqui conheci muitas pessoas boas de tratar. E vou vivendo. Eu trabalhei mas foi para ganhar o meu pão. Trabalhei até poder. Hoje não posso mais. E quem me socorreu foi minha mãe, deixou-me uma pensão. Uma pensão que dá para me manter. Mas chega destas coisas. E para terminar, eu digo: eu amei minha família.E tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

O LIVRO QUE EU FAÇO

 De autor que conheci vivo, me lembro de Duílio Gomes. A última vez que estive com ele, ele me falou muito de Existencialismo. Isso porque eu disse a ele que estudava Filosofia. E eu estudava Filosofia, na FAFICH/UFMG, onde fui até o último semestre e não me formei. Depois, passado algum tempo, me disseram que ele falecera. Eu senti muito, mas não disse nada. Claro, Duílio era um escritor mineiro, cuja obra conheci incompletamente. E eu melhorei de vida. Trabalhei muito e agora tenho uns vinte anos de vida literária. Por isso acho ótimo ter acompanhado minha mãe para cá. Que é uma cidade do interior, da qual eu gosto. Muito de nossa mineiridade eu reconheci aqui. Já que Belo Horizonte não me apetece em nada. E me realizo a cada vez que recebo exemplares de trabalhos meus publicados. Lembrei-me de Duílio Gomes porque ele me tratou bem. Até me deu de presente dois livros dele. Eu penso que se todos os escritores fossem tão acessíveis quanto Duílio foi para mim, haveria nestas paragen...

UMA FAMÍLIA

 Eu presto homenagem à minha mãe, hoje e sempre.  Minha mãe um dia disse: - Eu não coloquei gente ruim no mundo. Eu utilizei esta frase na composição de um poema e o publiquei. Está numa antologia do Rio. O fato de meu nome assinar o poema no Rio não acho que seja engrandecimento para mim. Acho mais uma homenagem à minha mãe. E aqui estou me firmando neste ofício de escrever homenageando minha mãe. Aqui sim, minha postagem se faz valer no meu mundo, com as palavras "minha mãe". Porque ela foi o que falam dela: uma guerreira, que deu conta do recado. Nos criou a nós sete filhos. E eu, vou falar um pouco de mim abaixo. Eu um dia me vi desamparado. E o que fiz? Minha cabeça pediu colo à minha mãe. Sem mais palavras, minha mãe me acolheu. Eu hoje estou aqui pensionista. Ganho pouco, como sempre. A pensão que minha mãe me deixou valeu, no entanto. E é bom porque me faz lembrar do tempo em que eu trabalhava. E levava sempre alguma coisa para casa. Divorciado, vi meu salário diminuí...

NO MAIS, GOSTO DE AUTORES QUE DIZEM "EU".

 Como eu dizendo em outra postagem e me faltou a palavra, a palavra me veio agora. Quando o apelo é grande, com dizem os grandes escritores, o escritor não falta. E se o escritor não falta há obra literária. Eu que sou também um amante da leitura repito esta frase de o apelo forte com delicia no coração. Melhor ainda é quando a obra é pura criação por parte do autor. Eu não sou um desses eleitos da literatura. Poderia dar qualquer desculpa para me explicar, mas como me dizia minha mãe todas as desculpas são desculpas esfarrapadas. E só de lerem isto os leitores ocasionais que eu tenho já vêm tudo. E isto não é uma desculpa. O que sei é que minha obra consiste em um texto por livro. Claro, as antologias e coletâneas de que participo não sei se vão aos céus. Eu é que sou bem pé no chão. E escrevo aqui.  Então eu digo também que não sou o criador de letras que eu esperava ser. Vou escrevendo estas postagens para não dizerem que não escrevi nada. O que eu quis dizer é: não é preci...

GRATO A DEUS

 Nada como ser feliz. Outro dia fez cinco anos que minha mãe morreu. Como eu iniciei esta postagem falando em felicidade,  preciso dizer que não é porque ela morreu que sou feliz. Mas ao invés de ficar chorando a ausência de minha mãe, eu rezo muito mais agora. E parece que Deus me ouve. E sou eu mesmo quem disse que Deus recompensa a quem tem fé. E recompensa mesmo. A cada dia eu valorizo mais a gente simples de posses, que nos ajuda. Não é que firme minha fé que essa gente simples não tem uma posse. Porque tem. Mas merece ter. E agora, findo o expediente do dia, lá foi D. Zózima. Porque a luta dela pelas coisas que ela q uer continua. E eu digo: D. Zózima é uma guerreira. E eu já disse isso a ela. Meramente eu reconheci que ela é guerreira no sentido de enfrentar o trabalho. E quem enfrenta o trabalho tem seu ganho. Quem não trabalha sabe de si, como eu sei de mim. E o que eu sei de mim? Depois de ser guerreiro, com permissão médica e tudo, e até de quem é autoridade aqui em...

SOMOS MESMO IGUAIS?

O dia para mim começou bem. Acordei às seis da manhã e fiz meus exercícios de fisioterapia. Abri a casa e D. Zózima, a empregada chegou. Ela me cumprimentou e se pôs a trabalhar. Fez o meu café da manhã, conversamos um pouco, eu e ela, e vim para a frente do meu computador para escrever. Nada de muito importante a registrar aqui. Falamos dos dons que a vida nos dota. Eu queria dizer que a escrita me foi ensinada. E ela se referiu ao dom de cozinhar que ela tem. Estava tudo dentro do mesmo assunto, e eu gostei de como fechamos a conversa. Ela foi estudar um pouco do que lhe foi ensinado na autoescola. Eu sempre digo a ela que ela vai conseguir tirar a carteira de motorista. Eu sou católico e ela é Testemunha de Jeová. Eu digo sempre a ela que para mim Deus é um só para nós todos. Mas fiquei sabendo que os Testemunhas de Jeová procuram saber qual é o nome verdadeiro de Deus. Essa questão do nome verdadeiro de Deus, é uma luta entre os fiéis de uma religião e outra. Hoje eu estou achando ...

DE POETA POPULAR A CAMÕES

 Estive conversando comigo mesmo, e conclui que quando a gente está certo, a gente deve ficar é calado. O tempo dirá o que o Tempo quer dizer. Espero ter sido claro. Porque muitas vezes eu me peguei em dúvida sobre se eu estava certo. E em muitas destas vezes quem estava certo era eu mesmo. E aqui concluo que a gente deve é dar tempo ao tempo. E por falar nisso, aqui estou eu, morando e vivendo aqui mesmo, nesta cidade. E já fazem vinte e cinco anos que moro e vivo aqui. Desses vinte e cinco anos de vida, eu tiro vinte de atividades literárias. E eu não sou candidato a nenhum lugar de glória literária. Do jeito que estou na literatura está é bom demais. E vou levando. Embora toda vez que eu respondo com esta expressão a uma pergunta como vou eu. Eu ouço que Chico Buarque é um cretino. E eu nem falava de Chico Buarque. Então eu vejo que quem me respondeu é um homem que diz que gosta de música popular. Gosta tanto que nem entende os versos famosos de Chique Buarque, que consagrou num...

EU TENHO FÉ

 A mim não fizeram estragos significativos ainda. Rezo a Deus que Ele me proteja sempre. Como Ele tem me protegido. E abençoado, conforme eu peço que Ele me abençoe. Mas eu devo dizer, nossos profissionais e colegas cometeram um erro comigo. Eu nunca os ofendi de maneira alguma. E não vim aqui para ofendê-los. Só tenho uma queixa a escrever aqui. Trabalhei duramente, e quem conhece o trenzinho da alegria sabe ou saberão do que eu falo. O trenzinho da alegria é aquele trem em que embarcam os recém admitidos em algumas empresas. Entram para o trabalho já querendo regalias. E por que? Eu não sei. E a seguir atropelam até os colegas em nome da competição que travam dentro do ambiente de trabalho.  E a que leva esta competição entre colegas? A nada. Enfim os que travam suas guerrinhas sem fim e sem vitórias destroçam o ambiente. É, o ambiente do trabalho. E com isso lá vão as verdadeiras coisas que eu prezo. E que parece que os colegas não prezam. Como a amizade. E com isso eu me a...

DESABAFO

Tem aquele ditado popular da minha época: "Deixa que uma hora ele dança." Pois é, sabe quem dançou? Fui eu mesmo. Estava escrevendo uns contos na Internet à minha moda e já não posso. Sabe de quem é a culpa? Minha mesmo. Mandei o computador para a assistência técnica, e quando ele voltou, precisei fazer login. Fui me meter a fazer login no site de contos, e não era para fazer. Então dancei. Mas agora, retomemos o fio da meada. Eu uso este blog para falar de mim. È um espaço que encontrei onde me desabafo. De dores e de alguns sucessos. Mas enfim, é principalmente onde eu escrevo. Porque escrever para mim é um imenso prazer. A minha dor de hoje seria a da perda do site de contos. Mas já não é, e não era um jogo, era uma alegria que eu sentia toda vez que eu escrevia um conto. Olha aí eu falando de novo dos meus contos. E já fizera um bom desempenho, olhei ontem e chegara a Mestre dos Contos. Então me digo: e acontece isto. E cantarolei a canção do Cartola: Aconteceu. E já pass...

LER LIVROS

 E aqui estou eu de novo. Existem lugares neste Brasil que se diz: "Ói, nós aqui trá vez." E eu já ouvi este modo de dizer pelas Minas Gerais. Que foi o estado onde eu sempre vivi. E já fui chamado de mineiro, por um amigo. E gostei de ser chamado de mineiro. E como em todos os lugares por onde eu passei para trabalhar as pessoas estão sempre atarefadas. Assim vivem os mineiros de minha classe média. E a classe média trabalha muito. Fora isso eu não conheço as outras classes sociais. Mas posso dizer que a classe média lê bastante. Lê livros. E alguns de seus membros me vieram com a pergunta: - O que tal livro quer dizer? Eu nunca poderia dizer definitivamente. Mas eu me esforço em saber, não para responder aos conhecidos. Um homem honesto informa o que sabe. Muitas vezes não dei a minha opinião sobre o livro que eu lia. Claro, meus estudos sobre Interpretação de Textos até já não valem nada. Eu procuro escrever claro na medida do possível. Esta foi a lição que mais me ficou s...

DANDO O MEU RECADO DIÁRIO

Demorei um tanto para chegar aqui, mas cheguei. E estou escrevendo. Coisa que eu gosto de fazer é escrever. Depois que eu descobri este blog, estou em festa. Registro minhas coisas aqui à medida eu vou me lembrando, ou coisas da escrita. Sempre gostei e gosto ainda de ler literatura e filosofia. Filosoficamente neste nosso tempo, no século XXI, acho impossível alguém se definir eu sou isso ou eu sou aquilo. Na medida do possível, somos pessoas com alguma posse  ou tentando ainda ter alguma posse. Eu, minha mãe me disse: - Você não tem nada, só seu mundinho.  E eu lhes digo: meu mundinho é maior que muita coisa deste mundo. Não lhes digo isto materialmente. De jeito nenhum. Porque eu trabalhei para comprar este computador e meus móveis, e mais os meus livros. E usufruo da casa de meus pais. Só que minha mãe morreu, e há muito anos atrás perdi meu pai. De modo que sou órfão de pai e mãe.  Mas tenho meus irmãos. E isso não é ter muita coisa? Imagine você aí as posses de um f...