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Mostrando postagens de abril, 2025

FESTA NO MEU CORAÇÃO

Quando eu era menino, meu pai me matriculou no Conservatório de Música. Eu não tinha nenhuma queda para música. Mas virou minha obrigação de comparecer às aulas de piano. Com o tempo, com os relatórios dos professores de música do Conservatório, todos dizendo a verdade. Que eu não tinha o menor pendor para aquilo, música, meu pai acabou me tirando do Conservatório. Restou só o meu gosto pela audição de discos de música popular. Eu gostava imenso dos Beatles. E depois com o passar do tempo, cheguei a gostar também de samba. E para ir para o Conservatório, meu pai me deu uma bicicleta. Q ue eu guardava no porão lá de casa. E toda manhã eu abria a porta do porão e tirava a bicicleta. E punha-me a pedalar até chegar ao conservatório. E esse tempo passou, e eis-me aqui hoje gostando de escrever. Para que não digam que só escrevo neste blog, eu conto que me aventuro também pelo mundo da poesia, do conto e da crônica. Coisas que mando para as editoras que me aceitam e que me publicam. E vou a...

MOMENTO LINDO

 Eu vivo o meu momento. E vou escrevendo-o. Acho, acho não, eu falo demais. Não no sentido de dar informações. Mas no sentido de gastar as palavras. As circunstâncias em que se envolvem as palavras ditas é que fazem o seu sentido. Os nossos dicionaristas, eu que os leio pouco na apresentação, mas que os consulto os seus verbetes, deviam ir além ao dar explicações sobre o nosso verbo. Ou eu é que necessito ler e estudar mais os manuais da Língua Portuguesa Brasileira. Mas, mudando de assunto: a TV Globo ofereceu uma festa nos seus 60 anos. E eu vi lá o nosso ROBERTO CARLOS, cantando. E quando ele cantou QUANDO EU ESTOU AQUI, EU VIVO ESSE MOMENTO LINDO, eu me emocionei. Claro todos nós temos nosso momento lindo. E eu vivo constantemente esse meu momento lindo: quando escrevo. E escrevo porque gosto, e porque sei escrever.  Mas não sou um escritor completo, nem perfeito. Perfeito é só Deus. E tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

SOMOS A MELHOR PARTE DE MINHA MÃE

Quando minha mãe morreu, eu disse à minha irmã caçula: - Criou sete filhos. E minha irmã caçula me disse: - E bem criados. E estou aqui, contente, salvo e vivo. Minha mãe às vezes precisava ser durona. Eu vejo hoje que se ela não fosse assim, nós não teríamos saído o que somos. E enquanto escrevo procuro ter uma imagem da melhor para escrever sobre minha mãe. Embora eu não goste de fazer imagem das pessoas.  Mas vou escrevendo sobre minha mãe hoje. Quantas vezes ela não salvou-me do perigo? É verdade. Embora pareça brincadeira dizer que uma mulher salvou a vida de um homem. Eu não sou o pior do sujeitos, eu não diria isso de mim. Mas muitas vezes, sendo de saúde frágil, vacilei e lá fui correr perigo. E se não fosse minha mãe, eu não sei não. E uma tia minha me disse: - Dornas, eu não te entendo. E não é que ela não gostasse de mim. A pobre da minha tia estava acostumada com um filho quase perfeito, em comparação a mim. O que ela não entendia era a minha saúde. O que meu médico dis...

A TIA E A MINHA ESCRITA

Lá pelos anos 1980 conversando com uma tia minha, ela me disse: - Porque você não escreve para uma coletânea de textos. Tínhamos nós lá em casa saído de um período de aperto na vida. E melhoramos sensivelmente. E me surgiu um emprego, donde eu arranjei um dinheiro. Logo procurei entrar em contato com a editora de uma coletânea, enviando-lhe um conto meu. E deu certo. Sorri de canto a canto da boca, claro. Logo estava eu vendo um texto meu publicado. E assim é que vim até hoje publicando. Hoje eu tenho a meu dispor quatro editoras. Não escrevo muito por ano, para não me acumular de trabalho. Sou feliz, porque sempre tive vontade de mostrar coisa minha publicada. Assim também fui aceito por três Academias de Letras de gente do interior e uma do Rio de Janeiro. Li Ignácio de Loyola Brandão usar uma expressão de que não gosto especialmente, e que é: "Alegres oitenta" para se referir aos anos 1980.  Mas ele não ignora que para grande parte do povo brasileiro as coisas melhoraram. ...

DE LIVROS E SAUDADES E POSSES

 Às vezes sinto saudade de minha mãe. E hoje é um desses dias em que a saudade aperta. E por tudo neste mundo eu me lembro sempre dela, me dizendo: - Dornas, você não tem nada, só seu mundinho. E esse mundinho meu, eu o considero muito rico. E lá está minha estante de livros, dentre os quais eu posso escolher o que quero ler. E esta vida que levo, lendo e escrevendo, não me deixa pensar noutra coisa. Antes os homens procuravam se enriquecer seja por esforço próprio ou pelo casamento, e escreviam depois. Hoje há seres como eu que vêm aqui e escrevem o que querem. Eu não procuro me meter nas fronhas das confusões. E às vezes, ou seja, uma vez ou outra revelo um problema sentimental meu. Eu disse problema sentimental, mas não disse problema amoroso. Que as cicatrizes dos meus casos amorosos já estão recolhidas em marcas que às vezes eu revejo. Mas, deixemo-las para lá. Alguns textos meus publicados alhures tratam disto. E por falar nisso, eu tenho pouco mais de vinte anos de Literatur...

ESTOU SÓ NO MEU QUARTO

 Eu hoje logo cedo escrevi um conto. Que publiquei na Academia de Contos, aqui na Internet. Dirão que estou fazendo um comercial disto. Mas, eu não ganho nada fazendo o que fiz. Fi-lo porque é onde eu posso me exprimir. Agradecerei a quem me ler. O conto se intitula, se estou bem lembrado, ESSES CAMINHOS. Mas agora, vamos ao que interessa. O que sei da vida neste momento, é que existem muitas pessoas solitárias neste planeta TERRA. São as pessoas que não saem de casa. Não conversam com muita gente. E por aí vai. Então porque não leem livros. È uma forma de passar o tempo. Além disso, essas pessoas à medida que forem lendo, vão sentir vontade quiçá de escrever. Quer dizer, de dizer o que têm no coração ou na mente. Muitos de nossos semelhantes não leem porque dizem que o autor só quer fazer sucesso. Ora, sucesso qualquer pessoa que empreenda quer fazer. E que sejam bem sucedidas. Porque muitos bons corações quando veem um bem sucedido, se alegram. E outros bons corações se alegram m...

UM TANTO TRISTE ESTOU

 Morreu hoje o Papa Francisco. O presidente da República decretou luto. Eu deixei de fazer minha frase no Zap da ALAZO, que é uma das Academias de Letras de que faço parte. E estive pensando e vou me repetir: a escrita pela Internet é uma das coisas melhores que já fazemos. Não há em mim aquela necessidade de imprimir e publicar logo. Mesmo assim eu publico dentro das minhas possibilidades. E meu mundinho pessoal é um mundinho satisfeito. Já eu fiz sala para um casal amigo. E estou satisfeito com isso. Minha irmã caçula e minha tutora já se manifestou. Espero que o meu dia de hoje seja um dia repleto de saúde, paz e alegria. Que eu não vejo nada de errado em estar alegre. Isso não prejudica minha masculinidade. E neste momento eu sinto saudade de minha mãe. Tomei meus remédios da manhã. Os que me são prescritos pelo médico. E minha irmã e tutora deixou tudo de que preciso arrumado para mim, porque ela está viajando. E eu aprovo do fundo do meu coração o descanso dela das obrigações...

UM AUTOR BISSEXTO

A gente que me rodeia é a melhor que já conheci. São mineiros como eu. Mas não só por isso. É gente de coração grande. E para que sintam inveja de mim, é gente de inteligência pura. E o que chamo de inteligência pura? Para mim, a inteligência pura  é aquela que se volta sempre, em primeiro lugar, para as coisas de Deus. E por isso eu as admiro muito. Não vivem inventando lorotas. Ah, o bravo povo brasileiro é essa gente simples. Que estou tocando primeiro num texto. E tocar eu explico: falando dessa gente num texto, e na internet. O nosso interior eu acho que precisa ser desbravado. E não procurando no interior os doutores. Os doutores já têm louros demais. Eu posso ler aqueles autores norte-americanos e vejo neles esta mania de desprezar a gente simples. E aqui os nossos escritores quando pensam nelas escrevem péssimos livros. Não vou citar nomes de escritores. Escritores eu procuro no nosso passado literário. Por exemplo, estou lendo MINHA VIDA DE MENINA, da mineira HELENA MORLEY...

O POETA DIZIA: é gente simples.

Uma vez me disseram que se minha mãe morresse, quem ia sentir falta era eu. Mas, nós todos os filhos, acho que sentem, não tenho certeza. Eu, pessoalmente, claro que sinto. Mas sinto mais saudade do que falta propriamente falando. E digo de mim para mim:  - Olha, aonde eu cheguei na vida. Cheguei a ser escritor. Tudo conforme eu mais quis. Desde muito menino eu gostava de ler. Ensaiei meus primeiros escritos enquanto via a necessidade de ganhar a vida se tornar urgente. Fiz concurso para militar, fui admitido numa escola militar. Não me adaptei. Perfeitamente não. E vim ganhar meu dinheiro como civil. Já contei que tive seis empregos. E algumas desventuras. Uma, inclusive, amorosa. E aqui estou. Escrevendo, e não tenho que enviar nenhum texto para uma das minhas editoras.  Tenho sim, quatro editoras que me levam a sério. E gosto de escrever até hoje. A minha primeira leitora é minha empregada: - Que bonito, Dornas. - isso porque na minha casa, me chamam pelo sobrenome que é Do...

MESMICE

 Depois do meu último emprego, tornei-me pensionista. Minha mãe, que foi a minha grande amiga, ajeitou as coisas e eu vou vivendo. Mas antes eu cheguei a estudar na FAFICH;UFMG, e não me formei em Filosofia. E venho escrevendo em várias antologias e coletâneas, onde publico contos, poemas e crônicas. E já fiz aniversário literário por ter pouco mais de 20 anos de escrita. A Filosofia eu a queria apenas para valorizar o meu trabalho. E de toda forma só de falar que eu estudei Filosofia, as pessoas me perguntam: - Você estudou Filosofia mesmo? Eu confirmo com um sim e se a pessoa for leitora habitual eu lhe dou um exemplar com texto meu. Nunca recebi de volta a minha publicação. E eu gosto de escrever, para sobreviver eu gasto pouco. E agradeço a Deus a recompensa que ele me dá todos os dias. E se querem saber se aproveito a vida, eu digo: - Aproveito, lendo e escrevendo e vendo um pouco de TV. Existem pessoas que eu conheço que preferem viver viajando e passeando. É uma forma de viv...

FILOSOFAR E ESCREVER

 Ao acordar rezei um pouco, e aqui estou escrevendo. Pus a lembrar-me dos tempos de escola, quando eu estudava Filosofia. Me lembrei do Professor Hugo Amaral, um professor nosso que era católico, e que definia o Brasil como um país que era mil. E nós alunos tínhamos proposto que o Brasil era um país de contrastes. Ele, o mestre Hugo Amaral, tossiu um pouco nos chamando a atenção e falou. Desde então eu me pus a ler com maior atenção. Li então que só Minas eram muitas. E hoje realmente creio que o Brasil é mil. Estava próximo o dia em que eu abandonaria o curso de Filosofia. Hoje compro dois livros por mês,  e nenhum específico em de Filosofia. E me pergunto: - É possível fazer uma ideia do Brasil lendo livros? - É, sim, Não só fazer uma ideia como ter um retrato literário do meu país. E quão grandioso é este país. Não sou um amante do meu país que chegou tarde. Eu nunca saí daqui de Minas. E digo que sempre vivi minhas dores e meus amores aqui mesmo. E aqui eu sou feliz porque...

O MEU SOSSEGO

 Moro e vivo em Minas, e encontrei sossego. Um dos elementos básicos de mim é  precisar de sossego. Minha mãe me disse: - Meu filho, não escreva nada agora. O que ela queria de mim é que eu me mostrasse católico. E eu sou católico. Assisto missa procurando seguir os caminhos que afinal levam a Cristo. E vou eu por esta estrada sossegada. Agora eu aqui estou escrevendo depois de ter trabalhado. Adquiri uma mesa de trabalho e este computador. E minhas roupas. Minha mãe me deixou alguma coisa, sim, que é para que eu pague a minha comida, a casa arrumada e a grande empregada que serve a esta casa. Assim eu vou vivendo. Peço a Deus que me dê mais alguns anos de vida. Acho até que estou abusando dos ouvidos de Deus. Mas não posso me queixar, porque Deus me recompensa todos os dias. Se eu ficasse pensando em muita coisa, aí sim, eu seria um fiel a Deus ingrato. Mesmo porque aliás Deus me recompensa a cada segundo. Não é toda a hora que eu peço mais alguns anos a mais de vida. Só nas ...

MINHA LÍNGUA NATIVA

 Sim, devemos tomar cuidado com as máquinas. Principalmente com as que nos servem. Falo isso porque considero importante a questão que há muito tempo envolve a nós todos. E não fui e não sou o primeiro a colocar a questão na ordem do dia. Alguém, que não sei quem é, colocou a questão. E deveras ela é séria. E a questão é: será que a máquina vai tomar nosso lugar na existência?  Devemos pensar em nós comandados pelas máquinas. Isso em primeiro lugar. Depois nos vem outra preocupação. E os pobres deste planeta? A fome de progresso já ocupou espaço demais nos afazeres da humanidade. Progredimos e até agora nos beneficiamos deste progredir. No meu caso, eu sofri por ser atrasado pelas reinvindicações que me foram impostas. E acho que cometi um erro de português, minha língua portuguesa brasileira. E não posso cometê-lo. Mas meu tempo de estudo desta minha língua devo dilatá-lo. Porque eu escrevo. E escrevendo eu tenho como um uso da minha língua nativa meu material de trabalho. En...

CONVERSÃO DIÁRIA

A minha conversão é diária. Eu sou católico. Acredito que a maioria dos homens de boa vontade entendem a urgência do nosso tempo. E eles e eu acreditamos em Deus. E não é só aqui que isso acontece. Deus nos enviou Jesus Cristo através de Nossa Senhora Maria. E Jesus Cristo se sacrificou para nos perdoar de nossos pecados. E eu, aqui de minha parte, me arrependo diariamente. E que Deus me ajude. Para quem ainda não deu nome eu digo: meu pai era funcionário público. Minha mãe uma mulher que se dedicou a trabalhar como enfermeira e faleceu aos 91 anos de idade. Tive seis irmãos, de modo que fomos sete filhos de meus pais. Um deles viveu a maior parte de sua vida como inválido, por causa do mau estado de sua saúde. Nós outros os seis fomos trabalhar. Trabalhamos como bancários. Só uma, a nossa irmã caçula, escapou da sina de ser funcionária de banco. Ela, a caçula, trabalhou até em Costa Rica, para onde foi com os dois filhos que ela teve. E hoje somos quatro irmãos, tendo falecido os outr...

ESTUDO, ESCRITA E LEITURA

Fiz o meu curso primário em São João del-Rei. E a seguir fiz os meus exames de admissão ao ginásio. Fui admitido no Ginásio Santo Antônio, lá mesmo. O Ginásio Santo Antônio era um ginásio religioso, administrado pelos frades franciscanos. Foi onde eu aprendi a ser humilde. E eu já disse aqui, que a humildade eu considero uma qualidade. E qualidade rara. Aprendi muita coisa nos estabelecimentos onde estudei. No ginásio aprendi a conviver com meus colegas. E também no ginásio eu aprendi a dar valor ao que tinha. Pois a mensalidade que meu pai pagava para que eu estudasse, não era barata. E o que não é barato o preço pagamos com o suor de nosso rosto, no trabalho de cada dia. E graças a Deus meu pai foi sempre um homem atento a nossas notas escolares mensais. Hoje eu sei alguma coisa. E também devo a meu pai meu amor aos livros. Minha mãe dava o devido valor aos nossos estudos. E era também atenta a tudo o que fazíamos. Na escola e fora dela. E eu sonhava em ser escritor. E hoje escrevo a...

A ESCRITA DOMÉSTICA

Eu, quando menino, via meu pai escrevendo. Até que um dia lhe perguntei o que escrevia. Ele me respondeu que escrevia literatura. Grafo literatura, com minúscula, porque eu nunca achei, depois que meu  pai morreu, nenhum escrito dele. Mas que os houve, houve. Prova disso foi que minha mãe os escondeu de mim. E eu perguntei a ela porque. Ela respondeu: - Para que vocês os filhos trabalhassem e ganhassem o pão de cada dia. Eu compreendi. Claro, vivi um tempo em que era difícil ganhar o meu salário. E valeu a pena trabalhar. Hoje tenho tudo, conforme diz a minha secretária, o que preciso e algo mais. E a mesma secretária diz: minha vida é excelente. E é mesmo excelente a minha vida. Hoje escrevo aqui e onde posso mais. Não com a intenção de me exibir. Estes que escrevem para dizer isso ou aquilo, como se o fizessem para aparecer, são parentes do pavão. Eu nem sei mesmo para que escrevo. Às vezes escrevo coisas belas, às vezes escrevo coisas tristes. E só. Um amigo me disse: - Um dia d...

REPETINDO-ME

 Nós, os que compomos nossa família, já fomos pobres. Isso para não contar de novo a estória de nossa família. Mas ainda existe gente para nos chamar de "família diferente". Era sim uma família grande. Aos poucos alguns membros morreram. E chegamos ao estágio atual. Contamos hoje com poucos membros. Mas eu tenho lembranças boas de muitos de nós. Mas não quero fazer aqui nenhum balanço de nós. Venho me registrando aqui, já falei principalmente de meu pai e de minha mãe. Dos filhos de meu avô e minha avó maternos restam cinzas. E na memória com o tempo eu escreverei o que sei. Não me atormentam estas memórias. Até pelo contrário eu tenho boa memória de meus familiares. Hoje na verdade somos poucos. Minhas mãe antes de falecer falava muito nesse assunto. E acabava dizendo que a família tinha enfim diminuído. Quando falo de família, sinto meu coração enamorado pela memória boa. E hoje fico aqui nesta cidade, e o que faço? Leio e escrevo. E aqui estou escrevendo. Desde há trinta e...