DE LIVROS E SAUDADES E POSSES
Às vezes sinto saudade de minha mãe. E hoje é um desses dias em que a saudade aperta. E por tudo neste mundo eu me lembro sempre dela, me dizendo:
- Dornas, você não tem nada, só seu mundinho.
E esse mundinho meu, eu o considero muito rico. E lá está minha estante de livros, dentre os quais eu posso escolher o que quero ler. E esta vida que levo, lendo e escrevendo, não me deixa pensar noutra coisa. Antes os homens procuravam se enriquecer seja por esforço próprio ou pelo casamento, e escreviam depois.
Hoje há seres como eu que vêm aqui e escrevem o que querem. Eu não procuro me meter nas fronhas das confusões. E às vezes, ou seja, uma vez ou outra revelo um problema sentimental meu. Eu disse problema sentimental, mas não disse problema amoroso. Que as cicatrizes dos meus casos amorosos já estão recolhidas em marcas que às vezes eu revejo. Mas, deixemo-las para lá. Alguns textos meus publicados alhures tratam disto.
E por falar nisso, eu tenho pouco mais de vinte anos de Literatura, que eu vou fazendo procurando cuidar bem do que escrevo.
Mas procuro também não copiar os velhos textos, que leio. E leio principalmente os Modernistas. Com prazer. O prazer de ler.
Tinha mais textos recolhidos em livros na minha estante, que com o tempo desapareceram. E leio desde menino.O hábito de ler se transformou hoje em costume. E tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.
Comentários
Postar um comentário
Os comentários, espera-se, devem ser de bom gosto, para que se possa perceber a boa recepção dos textos pelos leitores.