O POETA DIZIA: é gente simples.

Uma vez me disseram que se minha mãe morresse, quem ia sentir falta era eu. Mas, nós todos os filhos, acho que sentem, não tenho certeza. Eu, pessoalmente, claro que sinto. Mas sinto mais saudade do que falta propriamente falando. E digo de mim para mim: 

- Olha, aonde eu cheguei na vida.

Cheguei a ser escritor. Tudo conforme eu mais quis. Desde muito menino eu gostava de ler. Ensaiei meus primeiros escritos enquanto via a necessidade de ganhar a vida se tornar urgente. Fiz concurso para militar, fui admitido numa escola militar. Não me adaptei. Perfeitamente não. E vim ganhar meu dinheiro como civil. Já contei que tive seis empregos. E algumas desventuras. Uma, inclusive, amorosa. E aqui estou. Escrevendo, e não tenho que enviar nenhum texto para uma das minhas editoras.  Tenho sim, quatro editoras que me levam a sério. E gosto de escrever até hoje. A minha primeira leitora é minha empregada:

- Que bonito, Dornas. - isso porque na minha casa, me chamam pelo sobrenome que é Dornas.

E eu um dia, disse a minha empregada:

- Seu filho me disse que você gosta de trabalhar como empregada.

Ela retrucou:

- Verdade verdadeira.

E eu gosto de gente simples. Que foi como eu vivi minha vida. Sofri, e vivi com gente que já sofreu, que não faz pose nenhuma, mesmo quando é vitoriosa em algum lance.

E eu sou feliz. E tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe. 

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