MEU SOFRER
Eu falava do homem de Letras. Estive relendo algumas coisas que escrevi. Estão falhas. E isto não é falsa modéstia, é que o meu estilo, o que eu adotei, deixa lacunas. Lacunas no que se pretende ser claro. Não é intencional, é que até falando eu não sou detalhista. Não é que eu ache que um estilo claro é o de um homem detalhista. Nada disto. É que para escrever o escritor deve se explicar. Só isso. Pretendo, daqui para a frente, melhorar no meu escrever.
Claro, foi bom eu mesmo ver esta minha falha. Seria demais esperar que leitores viessem me falar. Ademais isso de leitores virem me falar seria vergonhoso para mim.
Eu hoje vim pensando na palavra sofrimento. Depois de certos acontecimentos na minha vida, minha mãe me disse quando eu cheguei em casa:
- "Quem passou pela vida, e não sofreu, passou pela vida e não viveu." A frase dela me soou como a de uma frase lida em algum dos bons livros que ela leu. E eu gostei imenso da frase dela.
E pois é, considerei a frase. Considerei o meu sofrer, e somei as duas coisas. E aqui estou para dizer que para mim foi frutífero o sofrer. Não que eu goste de sofrer. Mas sofri de verdade. Doeu, como dói uma dor enfermiça. E procurei cura. Só achei cura na religião. E foi no catolicismo e nos seus professores que aos poucos fui me assemelhando ao homem que eu era antes.
Hoje, mesmo sendo um péssimo conselheiro, digo: nenhum homem sobrevive ao que eu sofri sem religião. Uns chamariam de milagre o processo de cura, mas eu não estou curado. Eu só me aquietei, e nunca fui um namorador. Mas a minha dor foi a de amor por uma mulher. Hoje a esqueci.
Isto dito, tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.
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