O ESCRITOR FALA
Eu me lembro, eu era rapazinho, liguei a TV e vi o escritor Plínio Marcos dando entrevista ao Jô Soares. Ele chorava as dores dele por teimar em ser escritor no Brasil. Ele ou tinha como profissão o ser mecânico ou já exercia a profissão de escritor. Eu nunca soube bem. Hoje quando me chegam os exemplares de Antologias e Coletâneas de que participo, vejo os inúmeros colegas do exercício da escrita literária. Para que vejam. Com o tempo as coisas mudam. E eu me felicito com isso.
Agora, eu vou deixar claro que eu não me enriqueci por escrever. Muitos dirão que eu minto. Salve Brasil no entanto que tem um Ministério da Fazenda de verdade. E que sabe do quanto eu recebo e do quanto eu gasto.
Ah, mas eu sei que o Brasil tem homens com uma imaginação fantástica. Que eu até acho que nos prejudica quando falamos de literatura. Vejam bem, se a nossa população lesse pelo prazer de ler os nossos escritores talvez pudessem até ser inteiramente felizes em vários sentidos.
Mas aqui vai uma explicação que me veio à mente. Eu não estou bem associado a ninguém quando se fala em defender minha atual classe, a de escritores. A não ser se eu fosse levar em conta que pertenço a quatro Academias de escrita. Mas estas Academias só me dão espaço para colocar minhas letras.
Acreditem ou não. Eu tanto tenho prazer em escrever quanto em ler. Por aí podem ver que ainda tenho gasto com a compra de livros. E é graças ao livro que eu fui chamado outro dia de velho de corpo mas jovem de espírito. E me sinto grato por isso.
São pequenas gratificações que me movem em direção ao computador, onde abro o Word, e deixo lá o texto do dia. E tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.
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