ESCREVO POUCO
Estava aqui me perguntando porque escrevo estas postagens. Uma resposta definitiva eu não tenho. Mas se perguntarem quais dentre os meus prazeres é o maior. Este porventura é um deles. E vou levando a vida, escrevendo sempre que posso. Se gostaria de ser um autor muito lido? Talvez sim, talvez não. Por que? É que eu não tenho muita coisa mesmo a dizer. Triste sina então a minha, talvez.
Mas escrevo e escrevo com prazer. Não sou o maior dos estilistas entre os escritores da atualidade. Tenho lido até muito pouco os nossos atuais escritores. Não é porque eu os despreze. De jeito nenhum. É que lá vem eles com suas estórias, que eu até chego a desconfiar. Desconfiar do porque eles as escrevem. E isso não quer dizer que eu tenha algo a contar. Podem até ver esta postagem. Nela eu não estou contando nada. E isto não é nenhum truque para que eu me saia bem.
Nós os escribas de uma determinada região do nosso continental país não temos porque nos desunir. Em Minas eu vi a experiência de união de escritores, e não a achei bem sucedida. No seu total não. Ah, entrevistam uns e todos da capital. Eu há muito amo este sossego daqui, do interior. E vou lhes confessar uma coisa, o sossego e a tranquilidade daqui me abrem espaço durante todo o dia para ler e escrever.
Escrevo sobre nada. O que é uma maneira cômoda de ir vivendo. Ou menciono um dos meus prediletos. E por falar nisso, tenho mencionado poucos. Mas quem sou eu para dar prestígio a algum autor. Até que eu gostaria de ter é prestígio.
Escrevo e publico muito pouco, só o suficiente para me manter presente em bibliotecas. Que é para onde eu remeto meus livros. E não são só meus, são antologias e coletâneas de que participo. E tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.
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