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Mostrando postagens de março, 2025

PENSANDO

Escrevi aqui que amor é cultura. O que eu quero dizer com isso é que estórias de amor podem nos arrancar lágrimas. Ou talvez não. Mas há toda uma estética por traz delas. Agora, falando de modo geral, há ainda aquela estória facílima de entender. Que alguém chamou um dia de estória água com açúcar. Todas as estórias que envolvem até o amor cristão seriam água com açúcar? No meu modo de entender: não. Os Filósofos têm estudado tanto e escrito tanto para que os leitores vejam que é possível a humanização das relações humanas. Agora não serei eu quem vai convencer alguém como se dá essa humanização. Me falta preparo e atualização suficiente para tanto. Mas para quem busca a felicidade, a felicidade sempre esteve ao alcance de todos. Para que complicar. Basta dizer que um homem feliz procura incomodar o menos possível o próximo. Mas mudemos de assunto. Não devemos fazer nada que nos prejudique na vida. Assim existem as religiões. É só rezar com muita fé a Deus. E isso, eu creio, nos fa...

AMOR É CULTURA

 Há aqui gente que sabe o que é cultura do livro, e o que é cultura religiosa. Nenhuma das duas porém dota ninguém de saber resolver problemas alheios. Isso é um problema de quem escreve, e de quem é religioso. Se alguém escreve bem, no meio de quem escreve há competição. Porque o outro que também escreve vai dizer que escreve melhor. E se um tem fé em Deus, eu já vi muita gente dizer: - Eu creio mais. Ambos os que competem, estão competindo por bobagens. Porque no mundo dos livros, notem bem, eu disse no mundo dos livros basta entrar numa biblioteca e ver a quantidade de livros que há lá à disposição de todos. No Rio de Janeiro muitos poetas quiseram e fundaram jornais chamados "Para Todos." de existência efêmera, passageiros foram estes jornais. E da mais pura poesia. Agora este meu blog eu digo não foi feito para competir. É um blog a mais na Internet. E acho que falei tudo.  Então porque venho e escrevo aqui? É simples, eu gosto muito de escrever. Ler escrever para mim, s...

UM ESCRITOR E SEUS PROBLEMAS

 Os escritores são seres humanos como nós. Mas há alguns que eu nem leio. Comportamento normal, o meu e o dele. O meu, eu, e o dele, o escritor que eu nem leio. Estava lendo outro dia uma matéria que acusava o mundo literário de ser competitivo. Acho difícil de isto acontecer. Se dissessem que o Editor é que é competitivo, eu até iria pensar no caso. O pior é que acusam a nossa sociedade de ser competitiva. Disto eu discordo, eu que pulei de trabalho para trabalho. Claro que para ser aceito em outros trabalhos que não o meu originário, eu tive de manter meu nome limpo.  Alguns me ofendem o saber dizendo que eu não sou aceito. Claro que sou. As pessoas saem de uma definição como a que vivemos em sociedade. Eu tenho a sociedade como um todo. E pertenço à classe média desde o nascimento. E, ah, acho uma delícia ser um cidadão da classe média. Agora como pessoa sou humano, tenho meus erros causados pelas deficiências minhas. Acho muito mais bonito escrever numa Coletânea de textos...

FALAMOS COM PALAVRAS

 Eu vivo aqui escrevendo e pensando. No meu pensamento há aquela expressão a me dizer: "Não tem jeito." Talvez para mim é que não. Alguém pode até achar que é pessimismo. E do que eu falo? Do nosso social. E o nosso social é gerado pelo modo como é a nossa sociedade. Ou talvez eu esteja velho demais. Estou mesmo com setenta e um anos de idade. Vivi, me emociei, sei um pouco da nossa contemporaneidade e a partir daí é que digo que tudo está tão o mesmo. E não falo dos nossos esforços individuais. Porque eu consegui alguma coisa, pouca, e aqui estou podendo escrever graças à minha persistência. Mas escrever na internet. E não posso me queixar, publico através de quatro editoras. O que me faz supor que sou lido. Mas falo veemente da nossa sociedade. Há muitos como eu, e com maior sucesso de público. Não os invejo, a esses eu dou a mão à palmatória. Os que vão um pouco adiante com sua escrita, se associam em Academias de Letras. As há até na Internet. O que é ótimo. E outros estã...

VIVER E ESCREVER

Ser alvo de maus sentimentos, nunca queiram ser. Eu sofro muito com isso. E é péssimo o resultado. Mas, graças a Deus eu estou tranquilo. Espero ardentemente que minha tranquilidade seja preservada. E os maus sentimentos de que sou alvo não me vem de fora dos meus. Talvez digam que enlouqueci por isso. Mas, não. É só um pressentimento. Mas vamos falar de algo melhor. Hoje eu na Academia de Contos, na Internet, estava escrevendo de leve sobre a competição. Vide meu conto: No Correr do Curso. Eu ali só falo um pouco de mim enquanto aluno de Filosofia. Me despedi de lá porém.  Aqui eu passo meus dias em paz. Não tenho que competir com ninguém. Graças a parte dos meus, e graças a Deus. Nós somos uma família que era composta por meu pai, minha mãe e sete irmãos. Perdemos muito com a ida de irmãos e por último de minha mãe. Eu já estou acostumado com a solidão, que transformei em solidão criativa. E o que é a minha solidão criativa? O resultado dela é a minha Escrita. E assim vou sendo f...

OBRAS

Não é a toa que alguns escritores consagrados não toleram a presença de universitários, ou não toleravam. É que os universitários vivem competindo. E nesta competição o que eles produzem, ao menos em Filosofia ou nos esclarecem nalgum ponto. Ou nos emburrece totalmente. Mas não vou detalhar nada sobre este ponto. Que os curiosos procurem conviver com os universitários. E ponto final. Agora, me perguntarão, o que faço escrevendo. Desafogo altas mágoas. E saio de alma lavada. Claro, estou para conhecer um ser humano que depois da refrega, ou seja, de um bate papo com outro ser humano, não sofre uma ou outra influência. Aqui eu me corrijo, não digo mais mágoa. Porque não era mágoa que eu queria dizer. O que eu queria dizer eu disse: era influência. Ou se livra desta influência, ou cria algo de novo a partir dela.  Quando eu digo cria, eu estou me traindo. E eu não me importo de ser eu um escritor que se trai. Porque na escrita outros maiores do que eu, também se trairam. E destas trai...

UM HOMEM DE PAZ, E DESPRENTENSIOSO

 Eu dizia que o que pode ser sinal dos tempos hoje, é o retorno da leitura da Bíblia. Eu mesmo digo que a Bíblia é o livro número um de quem gosta de ler. Nela podemos encontrar profundidade e histórias edificantes, mas nada que sirva aos espíritos vagos, sem conteúdo. Mas então vamos falar de nós. E começo falando de mim. Eu nunca fui inseguro, mas também levei uma vida dentro desta casa onde estou, acompanhando minha mãe e meus irmãos. Só sai para um breve casamento, que nem foi casamento, pois lá está o lixo da união carnal que o padre me disse até: - Você está solteirinho. Realmente para a Igreja não houve união. E aqui estou com tranquilidade. Mas não gosto de falar nada disso. Não gosto de condenar ninguém. Entenderam? Estive vendo na televisão notícias das duas guerras terríveis que assolam o planeta. Muita movimentação para dialogarem sobre a paz, enquanto as mortes e os bombardeios prosseguem. Mas chega, que falar disso me entristece. E coisas que entristecem a gente delas...

EU E AS PALAVRAS NA GRAÇA

Estava vendo televisão e me pus a pensar. Quando isto acontece, o fato de pensar, eu penso logo em mim. Me sinto bem, porque me sei um homem honesto com o que faço, com o que sinto, e até com o que escrevo. Escrevo porque gosto. Me dá um prazer imenso colocar palavra após palavra. Acho que já disse, mas digo e redigo, sou pensionista e vou levando a minha vida simples. E hoje a reportagem que eu via na televisão era sobre exatamente a gente simples do interior, se não me engano do interior das Minas Gerais. O meu estado natal. E por falar em estado natal, lembro-me da minha cidade. São João del-Rei. Não sei quem mas me disseram que lá, São João, mudou muito. Eu dou crédito desta mudança a fatores históricos. Não sei se acerto. Há muito tempo que não vou a São João. Não ando querendo ir lá, não. Certas notícias que me chegam de lá, me deixam é desgostoso. Mas não vou ficar aqui me lamentando. Algumas pessoas se lembram de mim. E até perguntam o que aconteceu comigo. Eu daqui digo que nã...

VIAS E NÃO VIAS

 Durante uns tempos para trás eu corri meus perigos. Estive doente, de câncer. Mas estava no inicinho, conforme me foi dito. Eu sofri um bocado. Dizendo "eu sofri" tem gente, eu já conheci gente assim, que diz que o sofredor está se fazendo de vítima. E leva essa opinião até o fim. De modo que aquele que sabe que sofre, o melhor que ele tem a fazer é sair de perto.  Eu já passei pelo descrevi acima. Hoje vivo em paz comigo, desde praticamente que vim para aqui. Mas o fantasma do câncer me acompanha. Aqui eu faço uma coisa diferente, me distraio com livros, até com escrever. E quem me ensinou esta prática de pensar em outra coisa, foi uma tia minha, muito boa de coração. Mas agora, vamos tentar escrever sobre outra coisa. Eu paro um pouco, para escolher um assunto. A literatura por exemplo. Eu não sei tudo de literatura, mas sei o suficiente. Quando eu escrevo ficção por exemplo eu me preocupo com a verossimilhança. Claro, conseguir a verossimilhança para mim, no início da min...

A PALAVRA

Fico me perguntando se ainda é possível manter a elegância nos diálogos interpessoais. Por que as pessoas não lêem livros? Eu tinha um facebook, para passar o tempo atuando nele, e tive de me desfazer dele. Não me ressinto, sinto-me até aliviado. Mas nele sugeri que as pessoas ao menos lessem a Bíblia. Na época senti que a maioria dos que participam daquele facebook, desprezavam a palavra. Digo a palavra, e o que usamos para escrever nossas idéias? A palavra. E não é? Os escritores de antanho são muitos e diversos, e neles eu encontro repouso. E não estou mentindo. Ficaram endeusando tanto o escândalo escrito, a ideia novidadeira, de que a literatura que traz em si o novo é que vale a pena. Nada disso. O que eu aprendi sobre o novo é que o novo é feito dizendo o velho só que com outra roupagem. Eu que me suponho velho na literatura posso até estar sendo novo aqui. Eu não sei. Não sei ao menos se ainda existem estudiosos de Literatura. Os nossos jovens ficam embevecidos com a música, pr...

DEPOIS

Quando morei e trabalhei em Curvelo, morava num hotel barato. Ouvia-se lá, mesmo que a pessoa não quisesse ouvir, a música de Evaldo Braga, cuja letra era: "Sorria, meu bem, sorria meu bem!" E Evaldo Braga acabou morrendo cedo.  Na época eu ouvia os Beatles. Eu era no que tange ao conhecimento da vida, muito inocente. Não inocente a ponto de que devia trabalhar.  E trabalhei. E para o meu lazer comprei livros e discos. Mas em casa esperava-se mais de mim do eu podia dar. Só mais tarde eu me senti realizado num sentido. Uma tia de quem eu gostava muito, me disse: - Dornas, nós erramos muito com você. E aí está todo o sentido da minha vida. Eu nunca culpei esta minha tia de nada. Mas foi o princípio de reconhecimento meu perante minha família. Que é de quem mais precisamos nesta vida. Minha família está diminuindo e já foi a razão de viver de minha mãe. Minha mãe rezava sempre pelos familiares e até pelos que não eram familiares. Eu mereci muitas orações dela. E eu continuo com...

EU DOU FÉ

Eu acredito no meu país. Pode isso parecer um patriotismo de última hora. Mas não é. Eu nunca sai do Brasil, sempre trabalhei no Brasil, e nasci no Brasil. Vi o meu país atravessar suas crises e suas necessidades e delas sair de cabeça erguida. Agora estamos aqui em um ano eleitoral e vemos jovens filhos de políticos se tornarem escritores. Como existem Direitos Humanos eles estão certos. Eu é que acho a hora importuna. Mas mudemos para um outro assunto.  Eu desde os anos oitenta voltei ao catolicismo. Fui batizado e crismado nele, e o catolicismo foi a vida inteira a religião de minha mãe. E hoje mesmo rezando pela TV me vi vivendo um momento de minha conversão diária. Eu peço a Deus que me perdoe os pecados. E agora eu vou assistir minha missa pela TV. E tenho dito. 

HOJE FIZ SETENTA E UM

Meus irmãos vieram e fomos a um restaurante comemorar meus setenta e um. Uma data considerável de idade. E lá eu me lembrei de falar de meus vinte anos de atividades literárias. Fui cotado e eleito para a terceira ACADEMIA DE LETRAS a que me candidatei. Disso já tinha falado. Agora estou contando como a mais verdadeira comemoração do feito. E hoje mesmo eu já comecei a viver os meus setenta e um. Não me sinto velho. E nem vou dizer que estou mais moço por causa da alegria. O que me deixou feliz foi o presente. Ganhei uma impressora para computador de presente. Ela me vai ser muito útil. E fico ansioso por usá-la. Mas não muito. Certamente dias destes virá a técnica em informática configurar a impressora. E aí sim, poderei usá-la. Estou  atrasado com meus trabalhos para minhas editoras. O que é ruim para mim. Mas quanto a minha idade, fiquei feliz. Como me diz D. Zózima, minha empregada, é um privilégio chegar aos setenta e um. E escrevi no meu status do celular: "Sou um idoso feli...

UMA POUCAS PALAVRAS

 Ontem aqui eu disse que colaboro comigo muito para criar minhas ficções. E elas vão sendo publicadas na medida do possível. E agora estou colaborando também na ACADEMIA DE CONTOS. Isso me dá uma felicidade enorme, pois lá pratico minha criatividade. E me sinto criativo. Esta foi a palavra que descobriram para designar a nós os literatos: criativos. E para tanto temos que estudar, que aí nossa produção melhora. Eu não sei se tenho leitores, mas agradeço a Deus e aos leitores possíveis, se tiver leitores. Agora estou em frente ao meu computador, no meu quarto-estúdio, sonhando com dias melhores para todos nós. Já que não estou inventando nenhuma estória para alguém ler. E tenho dito. Hoje ainda eu volto aqui.

UMA MULHER ESPECIAL

 Estou aqui me lembrando de minha mãe, minha grande amiga. Vivi ao lado dela a vida inteira. Sai do lado dela apenas para um breve casamento que na verdade nem existiu. Enquanto eu trabalhava, durante muitos anos ela trabalhou também. Às vezes eu chegava do trabalho lá estava ela. É que ela chegava do serviço dela um pouco antes de mim. E ela me perguntava: - Foi tudo bem hoje? Eu respondia: - Fui bem no trabalho, sim, mãe. Alguns talvez duvidem de mim. Eles talvez tenham os motivos deles. Eu não me importo com eles. Não escrevo para eles especialmente. Escrevo, simplesmente. E escrevo porque gosto. E na data dos festejos da data do Dia Internacional da Mulher nada mais natural que eu me lembre dela. Fora este dia eu me lembro sempre dela. Para mim, ela foi e será sempre um mulher especial. Foi a mulher que me colocou na vida, que me viu no mundo, que me orientou quando eu precisei com a correção que eu esperava.  E hoje ela está sepultada. Outro dia faleceu o ex-marido de out...

DIZER

 Pouco antes de morrer minha mãe me chama e diz: - Nós somos pequenos. Eu já sabia disso. Pequenos, leia-se, pouco dinheiro. Mas me deixou uma pensão. E eu vou me virando. Vez em quando escrevo um conto, poemas e crônicas e publico. E assim eu me realizo enquanto escritor. Também venho aqui e faço minhas postagens. Procuro ocupar meu espaço na internet. E também lá estou na ACADEMIA DE CONTOS. Me perguntaram porque eu escrevo. Eu respondi que escrevo porque gosto. Procuro escrever coisas prá cima. Confesso que tem dias que eu mesmo estou um pouco prá baixo. Mas luto contra este estado de espírito. E vou levando. Hoje eu quis me explicar. Nem sei se consegui, mas se consegui, foi uma vitória. Na verdade vou contar uma coisa que está acontecendo. Estou completando dentro de dias os meus 71 anos de idade. Já estou me sentindo bem. Os que puderem se alegrem comigo. Nos dias que eu passo em minha casa, vivendo um dia para viver o outro, eu costumo brincar falando que eu sou mais um escr...

QUARTA FEIRA DE CINZAS

 Quarta feira de cinzas, um dia em que fui mais feliz do que os antecedentes. Há muito tempo que não gosto de carnaval. Porque dá muita gente e muita bagunça e muita dança, o tal do samba. Antes diziam que quem não gosta de samba é doente. Eu digo que esta frase é dita para desequilibrar as gentes. Mas deixa prá lá. É, pode dizer o que quiser. Já curti um samba de qualidade, sim. O resto é carnaval. Hoje é quarta-feira de cinzas. Levantei-me da cama, liguei a televisão num canal católico e acompanhei o terço e a missa. Na missa o Bispo colocou cinza nas cabeças dos fiéis, e eu não me ressenti. Fui acompanhando até as bênçãos finais e agora, aqui estou. Minha irmã caçula que toma os cuidados sobre minha pessoa veio hoje e veio inclusive até o meu quarto e me disse que a impressora nova deve chegar por estes dias. Eu me alegro em receber o presente, mais ainda quando uma impressora, no meu caso, que gosto de escrever e mandar publicar, é de utilidade. Até hoje não fizeram comentários...