VIAS E NÃO VIAS
Durante uns tempos para trás eu corri meus perigos. Estive doente, de câncer. Mas estava no inicinho, conforme me foi dito. Eu sofri um bocado. Dizendo "eu sofri" tem gente, eu já conheci gente assim, que diz que o sofredor está se fazendo de vítima. E leva essa opinião até o fim. De modo que aquele que sabe que sofre, o melhor que ele tem a fazer é sair de perto.
Eu já passei pelo descrevi acima. Hoje vivo em paz comigo, desde praticamente que vim para aqui. Mas o fantasma do câncer me acompanha. Aqui eu faço uma coisa diferente, me distraio com livros, até com escrever. E quem me ensinou esta prática de pensar em outra coisa, foi uma tia minha, muito boa de coração.
Mas agora, vamos tentar escrever sobre outra coisa. Eu paro um pouco, para escolher um assunto. A literatura por exemplo. Eu não sei tudo de literatura, mas sei o suficiente.
Quando eu escrevo ficção por exemplo eu me preocupo com a verossimilhança. Claro, conseguir a verossimilhança para mim, no início da minha escrita, foi um exercício constante. Porque não é fácil escrever algo cheio de graça, da graça do espirito, assim sem mais nem menos.
As ficções eu considero que devem ser escritas com calma, com o espírito desarmado. E acho até que tenho conseguido. Tanto que doei livros que continham textos meus para bibliotecas. Claro que com o temor de nem ser lido. Eu como escritor não quero ser o número um. E acho até que consigo ser mais um. Porque considero também que este caminho de ser sociedade competitiva não nos leva ao sucesso social.
O que é sucesso social? Para mim, é conseguir uma sociedade onde os seres humanos tenham um pouco mais que a sua dignidade humana reconhecida.
A proposta da Igreja Católica de amizade social, nos faz mais fiéis a Deus e mais irmãos de nossos semelhantes. O resto vocês imaginem. E tenho dito. E que Deus nos abençoe, E que Deus me abençoe.
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