HOJE FIZ SETENTA E UM
Meus irmãos vieram e fomos a um restaurante comemorar meus setenta e um. Uma data considerável de idade. E lá eu me lembrei de falar de meus vinte anos de atividades literárias. Fui cotado e eleito para a terceira ACADEMIA DE LETRAS a que me candidatei. Disso já tinha falado. Agora estou contando como a mais verdadeira comemoração do feito.
E hoje mesmo eu já comecei a viver os meus setenta e um. Não me sinto velho. E nem vou dizer que estou mais moço por causa da alegria. O que me deixou feliz foi o presente. Ganhei uma impressora para computador de presente. Ela me vai ser muito útil. E fico ansioso por usá-la. Mas não muito.
Certamente dias destes virá a técnica em informática configurar a impressora. E aí sim, poderei usá-la.
Estou atrasado com meus trabalhos para minhas editoras. O que é ruim para mim.
Mas quanto a minha idade, fiquei feliz. Como me diz D. Zózima, minha empregada, é um privilégio chegar aos setenta e um. E escrevi no meu status do celular:
"Sou um idoso feliz."
No resto não muda nada. Continuo pensionista e estou aprendendo a ser idoso, a cada dia que passa. As pessoas têm muita paciência comigo. Até demais, o que me incomoda um pouco. Mas quando digo que me incomoda um pouco, eu estou mesmo é rejeitando a minha idade nova. E isso é uma contradição. Outro dia estava eu pensando sobre isso. Quem é que não tem suas contradições? Acho até que outros têm até demais. E evidentes. Eu não sei se as minhas se mostram.
Mas Deus há de nos perdoar a quem nos contradizemos. E tenho dito. E que Deus nos abençoe. E que Deus me abençoe.
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