OBRAS

Não é a toa que alguns escritores consagrados não toleram a presença de universitários, ou não toleravam. É que os universitários vivem competindo. E nesta competição o que eles produzem, ao menos em Filosofia ou nos esclarecem nalgum ponto. Ou nos emburrece totalmente. Mas não vou detalhar nada sobre este ponto. Que os curiosos procurem conviver com os universitários. E ponto final.

Agora, me perguntarão, o que faço escrevendo. Desafogo altas mágoas. E saio de alma lavada. Claro, estou para conhecer um ser humano que depois da refrega, ou seja, de um bate papo com outro ser humano, não sofre uma ou outra influência. Aqui eu me corrijo, não digo mais mágoa. Porque não era mágoa que eu queria dizer. O que eu queria dizer eu disse: era influência. Ou se livra desta influência, ou cria algo de novo a partir dela.

 Quando eu digo cria, eu estou me traindo. E eu não me importo de ser eu um escritor que se trai. Porque na escrita outros maiores do que eu, também se trairam. E destas traições surgiram outros escritores. Outros escritores com opiniões diversas. E nisso está a liberdade de expressão.

Por exemplo, estava eu conversando com um mestre de obras. E ele, quando ouviu de mim, que eu  acho que os pedreiros trabalham demais concordou. E ele elogiou meus pais. Que estavam num retrato em cima do móvel. E eu fiquei comovido e satisfeito. E nisso eu só falei o nome de um e outro filósofo, ele ouviu com atenção.

Pense o leitor: enquanto houver mestres de obra, teremos construções e imóveis. E claro eu moro num imóvel construído por um arquiteto e por pedreiros. E minha empregada doméstica me explicou que os arquitetos trabalham junto com os pedreiros.

E tenho dito. E que Deus me abençoe. E que Deus nos abençoe.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SOMOS A MELHOR PARTE DE MINHA MÃE

CONVERSÃO DIÁRIA

AS DORES DO CORPO E AS DA ALMA