QUARTA FEIRA DE CINZAS
Quarta feira de cinzas, um dia em que fui mais feliz do que os antecedentes. Há muito tempo que não gosto de carnaval. Porque dá muita gente e muita bagunça e muita dança, o tal do samba. Antes diziam que quem não gosta de samba é doente. Eu digo que esta frase é dita para desequilibrar as gentes. Mas deixa prá lá. É, pode dizer o que quiser. Já curti um samba de qualidade, sim. O resto é carnaval.
Hoje é quarta-feira de cinzas. Levantei-me da cama, liguei a televisão num canal católico e acompanhei o terço e a missa. Na missa o Bispo colocou cinza nas cabeças dos fiéis, e eu não me ressenti. Fui acompanhando até as bênçãos finais e agora, aqui estou. Minha irmã caçula que toma os cuidados sobre minha pessoa veio hoje e veio inclusive até o meu quarto e me disse que a impressora nova deve chegar por estes dias.
Eu me alegro em receber o presente, mais ainda quando uma impressora, no meu caso, que gosto de escrever e mandar publicar, é de utilidade. Até hoje não fizeram comentários sobre o que escrevo, a não ser em sites da internet, que é uma coisa inteiramente nova para mim. E eu não me recuso a colaborar lá, e estou gostando muito. Lá há diálogos abertos à liberdade de expressão. O site em que eu colaboro mais é a ACADEMIA DE CONTOS.
Fiz da minha vida uma busca constante de identidade e de conforto espiritual. E aqui eu encontrei isto. E foi aqui que eu comecei a me dedicar à escrita. E tanto é que ouso chamar minha escrita de literária.
Nesta cidade encontro muitas pessoas boas e fáceis de lidar. Parece a todo instante que estou recebendo recompensa de Deus. Principalmente porque pago para que estas pessoas trabalhem para mim e nunca vi tanta boa vontade. Poderão perguntar onde está a recompensa de Deus. Está exatamente na boa vontade. E tenho dito.
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