O ELOGIO
A gente sente saudades das pessoas, é natural num coração que ama o gênero humano. Mas, deve-se saber a quem amar. E eu não estou dizendo só de amar a um parceiro de vida inteira. Estou também me referindo a amar o próximo como a si mesmo. E isto está tão difícil no nosso tempo. Por todos os motivos. Mas vamos mudar de assunto.
Eu ouvi de uma mocinha que veio me ajudar aqui em casa:
- Não devemos nos gabar.
Era ela uma mocinha muito simples, e o que ela me disse é verdadeiro. Não devemos nos gabar mesmo não. Quem conta muita vantagem faz papel de bobo da corte. E agora vamos novamente mudar de assunto.
Eu como escritor, tenho um pouco de vaidade pelo fato de escrever. Isso é humano. Conseguir colocar no papel em branco, ou aqui no word, as palavras que traduzem o que penso e sinto tem lá sua dificuldade. E quando se consegue o feito a gente se envaidece.
Machado de Assis, o nosso grande autor, disse do ato de escrever ser "A vaidade das vaidades." Por aí se vê que desde o tempo dele até o nosso nós somos praticamente os mesmos. E eu li nalgum texto que nossa natureza, a natureza humana, é a mesma.
Tanto somos dotados de grandiosidade, quanto de nossos defeitos. Outro dia disseram de mim, ser eu um homem generoso. Não me escandalizei, não me envaideci, nem agradeci. Fiquei foi lisongeado, principalmente porque o elogio veio em forma de gratidão. E o sentimento de gratidão é um dos que eu mais admiro no ser humano. A gratidão demonstra muitas coisas, que eu não sei enumerar. Um ser grato é um ser grandioso, sem dúvida. Mas como se diz, numa conversa chatinha, isso morre aqui. E tenho dito. E que Deus nos abençoe.
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