DE VOLTA DAS FÉRIAS

Eu tenho uma empregada muito inteligente. Ela se chama Zózima e hoje acabou de voltar das férias. Está numa alegria imensa. E vendo-a sorridente eu também participo da alegria dela. Ela acaba de casar a única filha que tem. Educou a menina e a menina saiu também inteligente como ela. Eu digo menina mas é uma jovem mulher de vinte e cinco anos de idade. Zózima tem aqui em casa doze anos de tempo de serviço. E foi com um prazer (digo com um prazer, no melhor sentido da expressão) imenso que a recebi. Eu coloquei os parênteses porque hoje em dia esse negócio de dizer com um prazer, a gente não pode sair dizendo por aí. As pessoas vivem suspeitando do sexo até dos anjos. Ah, já falei até demais.

Mas eu posso dizer que eu tenho setenta anos. E que sou da velha guarda até no me dirigir às pessoas. E talvez eu tenha de aprender um modo de me dirigir às pessoas em que elas não misturem as coisas. É por isso que li no jornal SUPER que tudo está muito perigoso. E está mesmo.

Mas vamos falar de outra coisa. Do que por exemplo? Não sei. Frequentava eu uma faculdade de letras e no meio de uma aula, uma aluna levantou-se e disse:

- Professor, sobre isso eu não escrevo.

-Então, minha cara aluna sobre o que vai escrever?

- Nada, eu vou encher linguiça.

E assim ouvi mais recentemente:

- O mundo está acabando.

Não dei atenção. Olhei em volta, as paredes da minha casa estavam em pé. Meu corpo protegido. Me lembrei de uma frase de um amigo:

- O mundo acaba quando a gente acaba.

E hoje eu estou aqui escrevendo. Pelo meu prazer de escrever. E tenho dito. Que algum leitor tenha o prazer de ler. E que Deus nos abençoe.

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