"Eu me amo, mas não me admiro."

 Quem pronunciou pela primeira vez a frase acima, foi Érico Veríssimo, numa entrevista a jornal. Eu a li e nunca me esqueci da frase. Além de ser belíssima é plena de sentido. Pelo menos para mim. Nunca fui homem de grandes feitos, então perguntarão porque eu também me amo, e não me admiro. Ora, o homem que vive diante do espelho a olhar para si, é talvez Narciso renascido. Esta, o olhar-se num espelho, é uma maneira evidente de admirar-se. Há outras maneiras, mais difíceis de definir que também são a de admirar-se. Eu julgo que a pior delas é a admiração constante perpetrada pelo pensamento. Porque nos tira todo o espaço que temos de pensar em outras coisas. Inclusive a de pensar em Deus, e pedir que nos conserve íntegros e humildes neste mundo. Então quando eu oro eu peço a Deus que vá me dando todas as maneiras de entender este dito do grande escritor gaúcho. "Eu me amo, mas não me admiro." Claro, enquanto a gente conserva o amor próprio, a gente é íntegro. E enquanto a gente não tem tempo para tolices a gente não se admira e admira o mundo e as coisas no sentido filosófico de admirar. 

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