A SUPERAÇÃO
Se eu fosse contar uma estória de amor ou desamor, nestes áridos tempos, ninguém daria fé. Mas posso narrar um caso não fatual de superação. Não fatual porque assim eu evito dar nomes de pessoas. Mas eu vivi um grande caso de amor. Eu, pelo menos, amei com intensidade de sentimento. E, de repente, o caso acabou. Foi quando eu ouvi uma frase: "Dê tempo ao tempo." E eu dei tempo ao tempo. E vivi a superação e eis-me aqui curado, sem querer voltar a amar. Ao invés disso transferi meu sentimento para o próximo, seguindo a máxima religiosa 'Amai o próximo como a si próprio'.
Vivia eu afastado da religião. Sendo que fui batizado e crismado na Igreja Católica. Até a maioridade segui a religião católica fielmente, tendo inclusive uma fé intensa em Deus. Jesus Cristo me protegeu tanto que aqui estou hoje vivo e religioso. Sigo o catolicismo como leigo. Numa época de minha vida, uma pessoa muito ligada a mim, e muito preocupada comigo, me tomou pela mão e me disse: "Vamos assistir a uma missa." E eu segui esta pessoa sem titubear. Quando cheguei em casa, eu chorei como uma criança. E quando as lágrimas secaram, me senti outro, embora bastante inseguro.
E o que digo hoje, é que ter fé em Deus, ler sempre que possível a Bíblia Sagrada, e sempre fazer o bem ao próximo é sinal de que estamos caminhando bem. Não é atoa que me lembro da frase 'Dê tempo ao tempo.' De tanto dar importância a este dito é que digo que superei bem minha dor. E digo, me arrisco a dizer: O amor não morreu. Tenho visto na vida real casos de amor envolvendo homens e mulheres que eu não narro aqui porque seria como invadir a privacidade alheia. Mas no meu caso, digo e direi sempre, tendo como base o meu retorno à religião e seus preceitos, que superei bem e muito bem a minha dor, e hoje sou feliz. A superação sempre tem em vista é isso mesmo, passar da dor e conquistar a felicidade.
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