A PRIMEIRA NAMORADA
Lá se vão os anos de minha juventude. Eu a conheci num baile. Era num clube social e eu a chamei para dançar ao som de uma canção romântica. No palco montado para os músicos, tocava e cantava um grupo carioca. Tinham vindo a Minas contratados para aquilo. A canção era doce. Romântica, como pedem os namorados. E depois do baile eu fui levá-la em casa. No caminho fomos conversando. E voltei para minha casa com o coração disparado. Custei a dormir. No outro dia escrevi uma das minhas poesias. Estava era entusiasmado. Mas pude revê-la e aí meus olhos se incendiaram. Eu a achei bela. E ela sorriu. Precisava mais? Hoje, eu aqui me lembrando, sinto uma pena de mim, imensa. Sim, foi a minha primeira namorada. E eu estava no meu primeiro emprego. Depois vagaria por mais cinco empregos. Mas, não sei, acho que homem nenhum esquece o primeiro amor. Estava ali, parado numa esquina, já divorciado, quando para diante de mim uma mulher. E me pergunta: 'Lembra de mim?' Eu a fito com devagar e num átimo digo: 'Você?' Mas eu me lembrei, era ela. A primeira namorada. Falei o nome dela para ela, e ela sorriu, mas me disse:"Eu já estou casada, e não penso em me divorciar." E foi só. Tínhamos acabado de nos reencontrar. Não me lamentei, não havia motivo.
Comentários
Postar um comentário
Os comentários, espera-se, devem ser de bom gosto, para que se possa perceber a boa recepção dos textos pelos leitores.