A ESCRITA ARTÍSTICA
A escrita é o território do imprevisível. Eu vou caminhando devagar com as palavras pelo meu pensamento. E, a seguir, transponho para aqui. Tento escrever com alguma poesia. Se consigo, não sei. Escrevo aqui, me vejo, como se escrevesse para alguém. E se no final eu estiver escrevendo para ninguém. A palavra ninguém existe, mas na verdade, pode ver há alguém espreitando-me. Tanto melhor, ou tanto pior, porque se eu tiver um leitor, ele haverá de conferir. Conferir se eu preenchi os requisitos necessários para me dizer escritor. E só ele, o leitor, pode me fazer desabar. Se eu cair, é só tentar me reerguer. Mas, se eu cair nalguma cilada. A cilada de não ser escritor. Mas tendo escrito, o que é feito do dito: Quem escreve é escritor? Aprendi a dizer o dito. O dito é o ditado. Uma mulher daqui só diz, o dito. Mais curto em gasto de palavras. E mais incisivo. A mim impressionou: o dito. Mas agora eu sigo na minha escrita. Sem ditos, e não ditos. Eu gosto de escrever. E só gosto...